Páginas

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Debate morno e açucarado

1º debate entre candidatos a prefeitura foi morno

O 1º debate dos candidatos a prefeitura de Ribeirão Preto foi morno. Com início às 22h na TV Clube, o debate aconteceu no Centro Universitário Moura Lacerda.
No primeiro e no segundo bloco do programa, os candidatos perguntavam entre si, com réplica e tréplica. De maneira geral, o debate foi morno e açucarado, cada candidato se limitou a perguntar e responder sem criar muito caso com o oponente. Apenas nas tréplicas haviam algumas acusações.
Um dos momentos mais intrigantes foi quando o candidato pelo PSOL, Rubens Chioratto, indagou ao prefeito Welson Gasparini (PSDB) sobre a dívida que a prefeitura pegou em seu mandado, alegando que o valor dela nunca foi divulgado e porque a gasta-se tanto nas compras com os fornecedores. O prefeito se alterou diversas vezes ao ser questionado sobre o valor da dívida, e no fim das contas acabou não falando o valor novamente.
Outra questão que tirou o atual prefeito do sério foi quando a deputada Dárcy Vera comentou que a prefeitura se gaba de lançar a 3ª etapa do Distrito Industrial, mas na verdade só há uma empresa construída no local até hoje. Gasparini se alterou novamente. Ele disse ter ficado muito chateado com o comentário pois há várias empresas sendo construídas no Distrito Empresarial.
Feres Sabino falou sobre o presidente Lula e as ações do PT na prefeitura, Rafael Silva mostrou propostas para a Saúde e Daniel Lobo falou da importância de criar centros de lazer visando o bem-estar da população.
Ao final, jornalistas fizeram perguntas aos candidatos relativas a saúde, segurança, meio ambiente e planos de governos dos candidatos em geral.


Publicada originalmente em www.ribeiraopretoonline.com.br, em Política , foi minha impressão do primeiro debate na TV. Ainda falta pouco mais de um mês para as eleições municipais e acredito ainda que a chapa vai esquentar.
Quem me impressionou no debate foi Rubens Chioratto, chamado por todos de Rubinho, mostrou uma desenvoltura sem igual, senso de humor e habilidade com as palavras. Dárcy estava discreta e bem mais candidata, Rafael Silva super simpaticão, o Gaspa se alterou mas tentou manter a linha no "fala fala e não diz nada", Feres Sabino parece um tio defensor do PT e Daniel Lobo é meio atrapalhado com as palavras, conseguiu responder devendo tempo ao debate e me parece tímido.

Façam suas apostas. Ei teminha chato, prometo escrever outro post mais interessante da próxima vez, hehehehe
beijos, blues e bye!

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

O hino da minha faculdade - Mr. Jones

Esses dias me deu uma saudade danada da época da faculdade. Talvez seja porque andei encontrando um pessoal da turma no show de blues. E também porque às vezes fico contando algumas histórias paras meninas do site, pro pessoal da academia, e já viu né, bate aquela vontade danada de voltar pra facul e fazer tudo de novo.

Pra mim foi tudo muito bom, o curso em si foi muito puxado, aprendi bastante, os amigos que fiz são inesquecíveis, e algumas são minhas amigonas do peito até hoje e pra sempre. As festinhas improvisadas nas repúblicas, o cartão diário que picávamos no Quinta Esquina, Casa Pueblo, Copo Sujo, Nosso Bar entre outros, os grupos de estudos para as provas de Filosofia, os churrascos regados a muito rock e blues ( só jornalistas fazem isso, hehe), as catuabas e os forrós, as canecas de chopp do Gaulês, os bate-papos na biblioteca, e para fechar com chave-de-ouro foi na facul que conheci o amor da minha vida, meu maridão. OBS. Te amo!!!

Mas toda esta nostalgia é para lembrar o hino que me acompanhou o curso todo. Gostávamos muito da música Mr. Jones, e de alguma forma ela tocava em qualquer evento que eu estava. A primeira vez foi a mais marcante, quando fomos para a Semana Estado de Jornalismo, no Estadão. Fomos e voltamos cantando esta música no ônibus.

Além disso, ela tocava em qualquer balada, festinha de república, no rádio, nas aberturas de qualquer coisa que acontecia lá, enfim, parecia novela, essa música surgia do nada e ficava embalando os acontecimentos. Claro que eu amo a música e ela ficou marcada. Hoje divido com vocês um clipe dela, que marcou uma geração: a minha.

Beijos, até a próxima

video

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Festival de Blues trouxe novidades musicais para Ribeirão Preto


O Festival de Blues do Sesc 2008 vai ficar na memória de muita gente. Este ano, foram três dias de muita música, dois deles com ingressos totalmente esgotados e segundo os organizadores, mais de 5 mil pessoas lotaram o Teatro de Arena no final de semana. Não era para menos. A cada ano, o Sesc busca trazer novas bandas com diversidades culturais, que misturam o clássico ao contemporâneo e dá um resultado sem igual.



No primeiro dia, Théo Werneck Blues Trio cantou adaptações, como a canção “Negro Gato”, de Getúlio Cortes. Ricardo Vignini dedilhou blues na viola caipira, mostrando uma fascinante e incomum composição. Woody Mann fechou a noite com os clássicos do ritmo.
No segundo dia, o evento trouxe Nasi, o vocalista do IRA, que levantou a platéia. Depois veio a experiência de Lurrie Bell & Chicago Blues Band. O norte-americano que se apresentou no Brasil pela primeira vez, disse que estava muito emocionado e que adora os brasileiros.
No sábado (23), terceira e última noite Jefferson Gonçalves se apresentou ao lado de sua banda e mostrou o resultado de uma intensa pesquisa de melodias nordestinas, mescladas com o blues. A mistura parece estranha mas ao vivo deu muito certo e certamente conquistou os ribeiraopretanos. O show internacional ficou por conta de Mark Hummel, um ícone da gaita blues em todo o mundo. Junto com a banda Igor Prado Blues Band, Mark fez o público dançar e mostrou porque é considerado um dos cinco maiores gaitistas vivos. A apresentação misturou blues e swing, numa combinação que definiu seu som como incomparável. Mark Hummel levou a platéia ao delírio e deixou seu nome consagrado na história do Festival de Blues de Ribeirão Preto, que em 2009 completa 20 anos.
Obs. Esta matéria foi feita por esta que vos fala e publicada originalmente em Entretenimento no http://www.ribeiraopretoonline.com.br/. A foto é de Aline Barchelli, e toda a empolgação do texto é minha. Sim, eu amooooo blues, e o show deste ano foi demais. Sou suspeita para falar, digo isso todo ano, mas a apresentação de Mark Hummel foi fantástica, digna de bis eternos.
Para quem ainda não conhece Mark Hummel e o poder de uma gaita em suas mãos, dê um clique no site dele e fique por dentro. Fiquei sabendo que ele toca hoje no Sesc Consolação em SP. Quem puder, vá correndo, e aproveitem que é de graça.
Beijos, e muito blues para vocês.
Blues everyday.............

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Abusado


Até que enfim terminei de ler Abusado, de Caco Barcellos. A Fernandinha me emprestou na feira do livro em junho e arrastei esta leitura até o último final de semana. Claro que li entre 3 e 4 livros paralelamente para não me desgastar muito com a linguagem de bandido que Abusado tem. Adorei o livro, o texto do Caco é muito bom, preciso, pontual e de um português que dá orgulho de falar esta língua louca, porém linda. Além do ótimo texto, o trabalho de pesquisa que ele fez com os moradores da favela Donta Marta foi sensacional, principalmente com o protoganista, o traficante Marcinho VP. Ele mostrou o lado humano e social que este famoso traficante teve, como ele entrou no mundo do crime, porque não podia sair e o que ele pretendia fazer pela sociedade. Pena que ele morreu quando o livro foi lançado, supostamente por causa disto mesmo. Dizem as más línguas que o pessoal do CV- Comando Vermelho, não gostou nada do que ele contou ao Caco para a confecção do livro.


Eu tava louca pra acabar este leitura, porque, sinceramente, estou um pouco de saco cheio dessas histórias de crimes, violência, tráfico, cadeia, bandido, etc. Já não bastasse os telejornais e internet que nos lembram diariamente que vivemos uma guerra diária no RJ, agora a mídia decidiu tornar mais escancarada ainda a vida dos excluídos, como foi o caso de Carandiru ( livro e filme), Tropa de Elite, Cidade de Deus, entre outros do mesmo gênero. Abusado se enquadra nessa galera, pois conta a história da formação do Comando Vermelho e como funciona as bocas no tráfico carioca.


Apesar da leitura ter sido ótima para conhecer este outro lado que a gente ouve falar todo dia mas no fundo não conhece realmente o X da questão, quero distância deste tipo de literatura por um tempo. Já estava até falando como os bandidos do livro : "Aê vacilão, dá mole não senão leva pipoco, X9", e coisas do tipo.


Mas quem não leu, faça o favor! É lição de casa saber como funciona o tráfico de drogas no país. Assim dá para entender um pouco mais o que os moradores de uma favela passam por causa do tráfico e porque os jovens se envolvem cada vez mais neste tipo de vida.


Parabéns ao Caco Barcellos!!!! Claro que devemos saber o que acontece neste mundo que não é o meu, mas é o mundo de alguém, de vários alguéns inclusive, mas depois desta overdose da favela, quero me afastar do morro por enquanto. Minha dose já está completa.
Esta semana vou ler Albert Camus.
Beijocas, até a próxima

terça-feira, 12 de agosto de 2008

O celular foi inventado há mais de 100 anos....Será?

É, isso mesmo, meus amiguinhos. O celular, apesar de ter caído no gosto popular há pouco tempo, el tem vida longa, e completou 100 anos. Até pouco tempo atrás este aparelho não estava em nosso cotidiano e hoje quem tem faz a mesma pergunta: "Como consegui viver tanto tempo sem ele???".
Me lembro que quando eu era criança/pré-adolescente só os ricos tinham celular ( isso devia ser entre 1990 e 1995). Era um luxo só ter aqueles aparelhos que pareciam um rádio de tão grande e pesado, e a gente chamava amavelmente de tijolão, hehe.
Quem queria causar era só andar com o celular pendurado no cinto, o que sempre achei ridículo.
Meu pai comprou o aparelho dele em 1995, acho, e era a sensação lá em casa. O problema é que ele recebia poucas ligações, na época era megaultrablaster caro, bem mais que hoje. E o incoveniente era que precisava ficar umas 6 horas carregando para você usar por 2 horas no máximo, kkkk, ou seja, ficava mais na tomada do que fora.
Andei fuçando na internet e descobri e que nosso amigo inseparável pode ter mais de cem anos. Take a look:
O aparelho criado em 1891 e tinha alcance de 800m e era do tamanho de uma tampa de lata de lixo. A patente desse invento foi dada a um fazendeiro americano considerado por muitos como o inventor do precursor do telefone celular. O escritor americano Bob Lochte, professor do departamento de Jornalismo e Comunicação de Massa da Murray State University, em Kentucky, conta a história de Nathan Stubblefield no livro Kentucky Farmer Invents Wireless Telephone, lançado em 2001.
Segundo o escritor, Stubblefield foi um bom homem que queria apenas ajudar sua comunidade local conectando as casas, que ficavam um pouco distantes umas das outras, com um serviço telefônico. O professor disse que é difícil ter certeza absoluta de que Stubblefield realmente inventou o primeiro telefone móvel.
O padre brasileiro Roberto Landell de Moura, por exemplo, recebeu uma patente para o telefone sem fio nos Estados Unidos em 1904. Lochte afirma, no entanto, que Stubblefield começou a trabalhar em sua invenção em 1891 ou 1892, mas esperou 15 anos para pedir a patente. De qualquer forma, o escritor americano afirma que a tecnologia das duas invenções era diferente e nenhum dos dois aparelhos teria funcionado muito bem.

Para saber mais sobre essa e outras invenções visite o site dos Inventores. Foi lá que achei esta pérola.
Beijocas

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Keane lança nova música na internet

Olá,
A banda britânica Keane acaba de lançar em seu site oficial uma música que pode ser baixada gratuitamente, a música se chama Spiralling e faz parte do novo CD que eles vão lançar em outubro. A música é apenas uma palhinha. Eu fiz meu download correndo, claro, pois sou fã da banda há dois anos. Aliás, eu descobri uma coisa, adoro banda britânica, não sei porque, talvez pelo sotaque.
O Keane descobri por acaso ao ver um show deles pela MTV em 2006 e me apaixonei, adorei as melodias, as letras, e toda aura que envolve a banda.
Espero que curtam a nova música.
Beijos, até a próxima

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

No Country for Old Men


O Oscar 2008 deixou muita gente indignada, lembro-me bem. Pouca gente gostou de "Onde os fracos não têm vez" ( No Country for Old Men). Fiquei receosa, nem fui ao cinema e esperei chegar às locadoras para ver. Mesmo assim enrolei um pouco, sabe como é, vi primeiro os que me interessava.

Esta semana conferi o filme e ele não é de todo mal. Eu gostei, é um filme mediano, que na minha opinião só fez todo o sucesso por causa da brilhante interpretação de Javier Bardem. Ele fez um psicopata como poucos, aquele cabelinho ridículo estava me irritando, mas ficou bem bizarro, ajudou a imortalizar o personagem.

Acho que a história começou bem e se arrastou um pouco do meio pro final, e alguns pontos chaves do filme ficou sem explicação. Não consegui entender, por exemplo, o envolvimento do psicopata com o tráfico, mas nem tudo é perfeito né.

Mas vale a pena só pelo Javier Bardem, ele fez todo o filme, e o Oscar dele deveria ter sido por melhor ator, e não por ator coadjuvante.


Pequena sinopse : No oeste do Texas, na década de 80, Llewelyn Moss (Josh Brolin), veterano do Vietnã, aproveita uma venda malfeita de drogas para fugir com US$ 2 milhões. Porém, ele passa a ser perseguido por um violento e implacável assassino (Javier Bardem), que nem mesmo o xerife Bell (Tommy Lee Jones) pode conter.


Gênero : Suspense


Ano : 2008


Distribuidora : Paramount Pictures Brasil